" Ninguém lembrará de ti, pelos teus pensamentos secretos "
Vivo a me desculpar
Pois não é dado a ninguém entender
a não linearidade do meu pensamento.
Minhas fúteis contradições,
meu amor de mãe extremado,
o tempo singular, parado no agora.
A ausência de medo onde habito,
ímpetos de intensidade que me possuem,
tubos de ensaio de loucuras.
Poemas ocultos repousam em mim,
adormecidos, à espera do despertar.
Eu não os tenho; simplesmente,
psicografo-os.
Dentro do pensamento vai a desordem,
rebanho aleatória de vontades,
e na língua, na ponta da língua,
a palavra solta, avessa, e pronta
pra ser redigida.
AC
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