que nada percebem, nada pressentem, nada provocam.
Não assimilam os amores que evocam
ou os pavores em trens descarrilhados.
Damas enclausuradas em suas preces
que em nada mentem, nada entendem e em nada tocam.
Não compartilham dos temores mais abstratos
ou das lembranças de loucos elos elocubrados.
Damas assim, tão vagarosamente inertes,
morrem na praia, vagam no abismo,
se pisoteiam e nem mesmo sentem!
Damas demais, de altos muros e olhos vendados,
só rezam em murmúrios, e nem com lamúrios
se arrefecem.
AC
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