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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O INÍCIO


O que fica de belo escrito?
O que resta, no fundo da alma?
Que me soma este céu incisivo?
Que me toma essa raiva ou calma?

Tenho na noite duas estrelas
E nas estrelas, brilhos
e nos brilhos, luz
e o início do mundo.

O que me pesa na outra balança?
Qual receio do tudo ou do nada?
Com qual passo adianta-se a dança?
Que se passa na casa assombrada?

Tenho na noite dois brilhos
E nos brilhos, ardor
e no ardor, os trilhos
do início do mundo.

AC 


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