Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
A ALIANÇA
Em que me alio a você?
Neste círculo do infinito
que nunca começa, nunca termina
e passa a vida em eternidade,
a rodar sem parar, sem parar de rodar.
No ciclo que determina
este aro tem significado,
pelas voltas que se sublimam,
início e fim na mesma rima.
O anel, o aro perfeito,
mas de encaixe nem sempre esperado;
na geometria sem defeito,
no esmero deste objeto,
o círculo depõe contra si mesmo
ao não se finalizar por completo.
Do fim já se reinicia,
eterna coalizão de sucessivos
erros - ou acertos.
E do início já marca o final,
linha redonda do sacrifício,
consertos para o bem e mal.
No mesmo tom em que se alinha
ao girar na mesma frequência,
a aliança impõe um ritmo,
dificil sequência em vida real.
A aliança é esse risco,
riso que não se complementa,
artifício que se retroalimenta,
arquitetura superficial.
AC
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