São róseos, cores de chumbo, prata e dourado.
São acalantos de brisas a vinte e dois graus.
Ou de ventos marinhos, aquecidos a noroeste.
Os dias têm o sorriso de uma criança
ou o pesar doloroso de um enfermo a partir.
Os dias tem seus pensamentos de pura alegria
ou as tristezas dos elos perdidos e não encontrados.
Os dias são contados na irritação das longas horas
ou partem como os pássaros em seus vôos de rapidez.
Os dias são finitos como a porta a dois metros de distância
ou infindáveis, algoritmos de sonhos que se reiniciam
quando mal acabam, num ciclo incessante de estar sempre ali.
Os dias sempre estão, para os que chegam ou para os que vão,
para os que têm compromissos ou nada a fazer,
para os que dizem sim e para os que dizem não.
Se seu dia for sincero, será uma página em branco onde escreverá suas próprias linhas.
AC



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