Total de visualizações de página

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

MINHAS DORES


             ( homenagem a Florbela Spanca)


Trancada estou na torre do mistério e desalento
Onde as horas passadas são o amargor vazio
Refúgio das palavras que percorrem o frio
Que a alma sente, sozinha e aprisionada

Quero a libertação em todos os momentos
A doce sensação do abrandar gentio
Quero o degelo deste torpor doentio
Pois é o meu maior desejo: ser-me libertada!

E nessa ventura triste do alto da torre
Onde não há janelas ou tampouco escadas
Só há um vão possível para a liberdade
Saltar aos doidos ventos, no alto da sacada

E ao saltar, aos quatro cantos, em livre queda
Tenho certeza, serei sim amparada
Pior que a prisão da morte pré-anunciada
É a prisão em vida, retida e abandonada!

AC





Um comentário:

  1. NOTA DA AUTORA: Florbela Spanca, poeta portuguesa, plena de paixões e desamores, fez da vida uma luta de amor e sofrimento. Suicidou-se aos 30 anos, tendo tido um breve tempo para mostrar ao mundo a sua poesia belíssima, profunda e visceral!

    ResponderExcluir