Sobre os julgamentos:
E quem sou eu, para julgar os outros?
Como posso me justificar diante da necessidade humana de apontar falhas, indicar desvios, repelir compaixões?
Como pode um ser antropocêntrico, alter ego, mas repleto de falhas e contradições, sentar-se na cadeira alta do magistrado para impor suas vontades sobre às de alguém?
Como posso achar-me criatura maior ou melhor, desde que os pecados alheios não sejam insuportavelmente impiedosos?
Sim, julgo os assassinos; os criminoso de guerra; os fanáticos de qualquer natureza. Neles recai o meu carimbo de incompreensão, o meu desprezo, a minha incapacidade de assimilar as loucuras. Tranco-os nas jaulas dos malditos, expulso-os do paraíso - ou do inferno - da convivência humana.
Mas para a maioria dos mortais que fazem suas escolhas honestas...sou tão igual aos demais em minhas próprias falhas, que não cabe a mim arbitrar.
AC
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