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sexta-feira, 1 de março de 2013

QUE ROSAS?


As rosas que esperem por mim
pois eu cansei de esperá-las.
Tanto as canto em poesias,
fascinada em existir algo tão belo.
Do recorte ao odor,
a incandescente flor,
forte ao tempo em que é singela.
Desejo as pétalas retorcidas
que não se oferecem, recolhidas.
(Desabrochadas, ainda estão escondidas).
Expandem-se no aroma sutil,
nas mãos tem-se o toque acetinado.
As santas rosas vermelhas,
ruivas de paixão, flores orgulhosas.
No porte garboso, não há recalques
nem medo em se mostrar tão bela.
Mas porquê os espinhos?
Melindrosos caminhos
desta flora paradoxal
ao lancetar a mão que procura carinho!
Seria o retrato da vida real?
(Beleza e dor em um só pergaminho).

Oh rosas afáveis,
passo a vida a procurá-las
neste endeusamento de virtudes.
Mas canso de esperá-las,
nos anseios e ilusões
do meu jardim de finitudes.

AC





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