(para André Furtado)
No centro do vale, perfeições inacabadas.
Os homens não estão mais ali.
No alto da colina: O FRIO A FEBRE A NEBLINA.
O condor voa mais alto,
o puma é ágil em seu salto;
a serpente te escolhe em teu enigma:
Diga-me, para que tu virás?
Eu vi quase uma miragem em meus olhos;
Na paisagem cheia de feições antigas,
maravilhosa miragem!
No alto da colina, O VERDE O VELHO A VERDADE.
O condor está acima,
o puma é cauda sem crina;
a serpente te paralisa tal qual esfinge:
Diga-me, em que acreditarás?
Eu vi o impossível em minha retina:
retida, aberta, na imensidão!
Na paisagem das feições antigas
das maravilhosas miragens....
Eu olhei através do mirante e vi.
Leveza e tonelada,
Frescor e onipotência,
Medo e felicidade,
Inquietude e admissão,
Perseverança e premência
Soberba e maestria,
Tempo e espaço,
Terra e submissão,
Caminhar e passo.
Certeza absoluta.
Possibilidade infinita.
Verdade e urgência.
Então vi mais que um deus:
eu vi o homem.
AC
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