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quinta-feira, 31 de agosto de 2023

ESSÊNCIA


Aí estás ti que me vigias

Num silente perscrutar de minhas dores

A morte a rondar-me

 e a subtrair meu mundo.


Que tempo que é. 

O tempo do repasse rápido e fugaz

Sombra da morte, 

essência da minha frugalidade.


Memórias se esvaem nas fotos,

templos vazios que não mais existem. 

Eu te procuro, mãe,  em todos

os buracos da minha existência 


Eu te refuto, morte,

antítese nossa de cada dia,

O mundo que não há,  mãe que se foi,

nesse incessante velar de vigilância.


AC



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