Do nada-ausência de amor,
Do nada- onde mora a alegria,
Do nada- desesperança.
Das horas que não são macias,
da tristeza que a tudo invade
nas horas rasteiras da tarde.
Da dor que geme sozinha,
sempre presente na alma,
na cama, no teto, no porão.
No duro anteparo da queda,
o espanto se quebra no trauma
- mil pedaços de dor pelo chão!
Onde o ciclo nunca se fecha,
do contrário, se reinicia
numa interminável coação de morte.
Em golpes e na carne, mil cortes.
Pensamento jogado ao vazio,
imersão onde a voz não alcança.
E na vida, o ciclo, o mesmo fio:
do nada: ausência de amor
do nada: onde mora a alegria
do nada: desesperança
AC
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