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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

ADMIRÁVEL

 

Do nada-ausência de amor, 

Do nada- onde mora a alegria,

Do nada- desesperança.

Das horas que não são macias,

da tristeza que a tudo invade

nas horas rasteiras da tarde.

Da dor que geme sozinha,

sempre presente na alma,

na cama, no teto, no porão.

No duro anteparo da queda,

o espanto se quebra no trauma

- mil pedaços de dor pelo chão!

Onde o ciclo nunca se fecha,

do contrário, se reinicia

numa interminável coação de morte.

Em golpes e na carne, mil cortes.

Pensamento jogado ao vazio,

imersão onde a voz não alcança.

E na vida, o ciclo, o mesmo fio:

do nada: ausência de amor

do nada: onde mora a alegria 

do nada: desesperança


AC




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