Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
NO ALTO DO MONTE
No alto do monte, tanta estrelinha encantada,
estou cá, estou lá.
Braço esticado ao longe, ponta dos pés,
mas elas fogem.
Piscam piscam sem parar, convidam
para a brincadeira:
A dança das celestiais cadeiras!
No troca-troca de lugar eu
irei parar lá em cima,
sentadinha na pele roxazulada do céu.
Os pequenos faróis me gritam:
Vem brincar! Vem brincar!
Já chego lá! Já chego lá, respondo!
E quase transpondo a minha lepidez,
ouço a voz da mamãe gritando:
- Filha, volte já, volte cá!
Pois em dia de noite tão escura o céu mais parece doente!
E de repente olho o céu
e me acendem centelhas!
-É verdade, mamãe!, eu penso,
Que catapora de estrelas!
AC
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