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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DEZEMBRO


Do fim que me foi dito
Não há ciclo em destempero
A colheita dos dozes meses foi bem farta.

Do então que já precede
Vem o porventura a semear-se
Safras novas no destino de outras cartas.

Do entretanto que é contínuo
Não paira dúvida ou desamparo
Que é do homem marcar e seguir caminho.

Nesta conta equacionada
Em pares meses e escolhas ímpares
Prosseguir é o proceder em desalinho.


Anita Campos




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