(Para Alê Cerqueira)
Cerco-me de amor,
E do azul transbordante do céu.
Desejo os excessos desnecessários
pontualmente.
Quero o bom dia tardio
E o desejo de só ali permanecer,
tempo congelado no instante em que sou mais feliz.
Sendo empatia, sou a chama que aquece
coração, alma, pensamentos e atitudes.
Como o rio de águas aquecidas,
mero transbordamento de força,
sou leoa em disparada,
natureza em meu ciclo.
Sou os filhos amados,
camaleoa de relicários infinitos.
Sou paixão desejando brisa,
fogo vertendo fascínio.
Sou maré alta, resoluta e determinada.
E não tenho medos pueris,
Enfrento minhas ondas e meus percalços.
E tenho ambiguidades:
Ferro que não foge ao seu destino,
carcaça sob a qual a bondade é imperativa.
Sou uma fortaleza cercada de coisas:
inclusive de fragilidades tão humanas
Quero a chuva que transborda e o sol que acaricia.
E sendo tanto, vou seguindo sendo,
procurando, amando, sem medo, absolutamente:
a vida.
AC
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