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segunda-feira, 24 de julho de 2017

VÃO LIVRE

Anita, Anita

Onde estás tu?
De que lado sombrio te resgato agora
Da ilusão partida em mil pedaços
Multiplicada em mil elementos

Anita, Anita
Onde escondo tua criação
Tão aflita a procurar pelo amor
Que não encontras nem em divinos sonhos

Anita, Anita
És esta criatura vítima de ti mesma
A reciclar tua tristeza em eternidade
A trazer sempre tua caixa de loucuras

Anita, Anita
Estás cansada de procurar a ti mesma
Em todos os lugares e a nunca encontrar
És a a corda rompida no alto da escada

E tu cais, Anita
Rápida como uma flecha
Certeira em teu tombo final.

E eu te assisto, somente,
Nas tuas mil quedas, 
No alto do vão da tua infelicidade.

AC




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