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sábado, 7 de janeiro de 2017

DO DESENCANTO DAS COISAS BREVES

O tempo passa tão adoidado
Que a dor de repente passa
E a lembrança se vai feito pássaro pra outro hemisfério

Passamos a esquecer da própria lembrança
E a só lembrar do próprio esquecimento

E o que parecia ser, afinal se mostra como se nunca fosse
Ou tivesse mesmo de ter sido algum dia

De repente alguém apaga as estrelas de piscar e sua árvore de natal fica doente

E nem o brilho de luzes, fogos ou amores parece ter mais importância

Tudo vai morrendo na desimportância à que atribuem às flores que você tentou em vão plantar
Essa é a tristeza maior de todas, a tristeza que de tão triste se esquece de lembrar como teria sido um dia aquela

Breve felicidade.

AC

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