O mundo ousa demais em deixar-me perplexa.
Não teme que dê-lhe as costas?
Se a vida é tão preciosa,
porquê me faz entender o sentido da morte?
Dou de ombros à finitude.
É necessária a passagem para o nada
uma vez que não compreendemos o presente.
Inconscientes da própria beleza,
vagamos nos dias como tolos macacos.
Enjaulados em bobagens proscritas,
música desafinada e pouco encanto.
E obedecemos aos falsos profetas,
aos deuses loucos e às psicopatias.
Doentes somos, da necessidade de parecermos humanos.
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