Tenho alma
nova de natureza perdida.
Uma nitidez
sublime,as cortinas abriram-se
e o belo palco da vida,
de pesados tabuado,
fica leve sob meus pés que sapateiam.
Tenho alma livre de sonhos encantados.
A agonia é inerte,
escondeu-se a um canto
onde não se enxergam nem os febris
olhos de um gato.
Tenho a alma quente; aquecida e sadia;
Iluminação dos sentidos
que correm ferozmente
em uma tarde ao lado
do sol poente.
Talvez tenha alma breve;
Não me intimida os grandes receios
com os quais os santos glorificados
escondem suas vindas e idas.
Não quero ceder a um olhar alheio.
Pois os caminhos desta alma
são tantos que neles quero simplesmente passear,
ou mais simples ainda: experimentar a vida.
AC



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